18 anos de Sex And The City | E o que eu acho disso

Há 18 anos atrás, ia ao ar o primeiro episódio de Sex And The City, uma série produzida pela HBO que quebrou vários padrões e colocava quatro mulheres em destaque, falando de tudo que tinham vontade. Eu comecei a assistir há pouco tempo, menos de três anos, mas fiz questão de assistir tudo, inclusive os dois filmes.



Eu gosto de assistir as coisas que eu tenho apego mais de uma vez; alguns detalhes importantes podem ficar perdidos e eu prefiro rever tudinho, pra não deixar nada pra trás. Fiz isso com Sex And The City. Assisti duas vezes a todos os episódios. Ainda bem!

Na primeira vez que assisti - aqui falamos só da série - me apaixonei pela Carrie Bradshaw. Pelo conjunto da obra mesmo: o jeito independente dela, o respeito que ela trata os amigos, essa coisa de se sentir e ser linda mesmo tendo uma beleza "fora dos padrões" e, claro, as roupas e os sapatos. Ela me passava confiança, mesmo eu achando meio patético se sentir confiante graças a um personagem fictício. Mas passava. E tava tudo bem.

Dessa primeira vez, já me apeguei a filosofia de vida da Miranda Hobbes, independentíssima e sarcástica, que acaba se livrando de muitas filosofias de vida quando se vê grávida do ex, e não tem coragem de abortar. E Samantha Jones: que mulher. Queria ter 1/3 daquela alegria dela diária em uma semana. Quanto à Charlotte York, me irritava muito. Demais.

Depois disso, assisti aos dois filmes. As minhas opiniões mudaram um pouco, mas nada muito distante da primeira impressão. Mas quando resolvi assistir a série pela segunda vez, a coisa toda mudou. Sem citar Miranda, Samantha e Charlotte, vou me focar na Carrie. Na bronca que peguei da Carrie.

Logo na primeira temporada, pouco depois que ela conhece o Big, ele a presenteia com uma bolsa - horrível e cafoníssima - de cisne. Ok, ninguém tá livre do morê dar um presente nada a ver com você, bola pra frente, seja sincera sem ser grosseira. Mas a Carrie fez um escândalo pras amigas, como se aquilo fosse sinal de que a relação dos dois jamais fosse dar certo.

Daí pulando mais pra frente, na fase Aidan - segundo namoro. O primeiro relacionamento dos dois terminou porque ela o traía com o Big, e ele não perdoou, acabou. Aí ela, depois de um tempo, encontrou ele na rua e ficou louca, queria porque queria voltar porque ele cortou o cabelo (??) e emagreceu (???) e não usava mais anel no dedão (???????). Fez que fez, pediu pra voltar. Ele não queria, porque né, Carriezita pisoteou no coração dele, e Aidan era príncipe, educado, romântico e fofo. Mas aí ela conseguiu. Voltaram. Ele teve que engolir a proximidade dela com o Big, mesmo deixando claro que odiava o cara por motivos óbvios (isso de amizade com ex a gente sabe que vai de casal pra casal né, mas enfim), confiava nela, sobreviveu à crise de ciúme dela e ainda pediu pra morarem juntos. EEEEE a pediu em casamento.
Primeiro que Carrie achou o anel antes de qualquer pedido e sur-tou porque era dourado, tinha diamante em formato de pera e meu Deus, que monstro esse Aidan! Mas daí Samantha deu umas dicas pra ele, que trocou o anel e a pediu com um que Carrie achava digno.

Enquanto o Aidan reformava o apartamento dela, ela resolveu provar vestidos de noiva, e teve uma crise alérgica. Aí foi ler revista de noivas, e, adivinha, surtou de novo. E Aidan lá, paciente. Falou que os dois decidiriam juntos quando fosse pra casar, que ele não apressaria nada. Mas ela surtou, terminou tudo porque não queria casar.

(Esqueci de mencionar quando Aidan levou uma planta pro apartamento dela e ela achou aquilo o fim do mundo)

O que quero dizer é: a Carrie era uma chata. Surtava por quase nada, era super egoísta e todo mundo tinha que lidar com os problemas dela antes de lidarem com seus próprios. Ela julgava as amigas por qualquer coisinha, mas se alguma delas falasse um A quando ela resolvia sair, de novo, com um cara que pisoteou no coração dela, era "eu faço o que quiser da minha vida". Pior que os surtos da Carrie, só os surtos do Berger.


P.S.: minha personagem favorita é a Samantha.

Besocas!

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