O problema são os outros

Sempre na vida ouvi das pessoas que, quando tudo parece estar dando errado, o problema sou eu, e não os outros. Em 90% dos casos, eu admitia, acabava me conformando e lidava com isso, mas a essa altura, começaram os 10% dos casos onde o problema definitivamente não sou eu: são os outros.


Pra começar a explicar, eu sou bem seletiva pra tudo (e quem não é na internet?), e pra quem vai entrar na minha vida e conhecer um pouco da minha intimidade, eu sou um saco. Chatona mesmo, tenho uma lista mental do que a pessoa tem que ter ou não, o que eu acho aceitável e o que eu abomino e nunca vou suportar. Por causa disso, consegui ter uma tchurma de amigos bem nos padrões que eu queria, gente boa mesmo e que eu defendo pra sempre. Mas...sempre tem um mas. O pacote que vem nem sempre é agradável.

Amigos dos amigos, respectivos dos amigos, família dos amigos, qualquer coisa que faça parte da vida desses amigos, nem sempre é bom, nem sempre tá nos padrões, nem sempre é aceitável. Só que você precisa aceitar, no mínimo, suportar.


Eu lembro que uma vez comentei com uma colega de escola que morria de medo de se um dia namorasse, minhas amigas não gostassem dele e isso causasse uma tensão, tipo Janice e Chandler, ninguém suportando a Janice. E ela disse uma coisa que, a partir se então, eu levo pra vida: "quem tem que gostar dele é você. Suas amigas tem é que aceitar, ué". E é assim que eu vou levando. Óbvio que tem muita gente no "pacote" que eu gosto mesmo, considero demais e não faça nada forçado, mas quando é aquele tipo de gente que me dá vontade de arrancar meu próprio braço e acertar na cabeça de tal, eu apenas aceito. Suporto. Sorrio e finjo interesse.



Igual num episódio de Will&Grace, que a Grace convida a Karen pra jogar tênis, e não conta que o marido dela, Leo, vai junto. A Karen fica louca, não consegue esconder a raiva, e quando Grace puxa ele de canto e pergunta qqéisso, ela responde "é que eu odeio o Leo", e sorri. Vontade de fazer isso? Eu morro. Às vezes eu fico pensando que a vida é curta demais pra fingir interesse, forçar situações e suportar gente chata, mas por algumas pessoas até vale a pena.

É aquele tipo de coisa que não tem como lutar contra, só aceitar que dói menos. Às vezes, quando eu tô nessas situações, eu sempre fico imaginando que tô na minha própria série de TV, a "Screw you, Mariane!", e que cada vez que um sorriso amarelo aparece no meu rosto, a risadinha da platéia começa. Não vou mentira aqui: eu sempre imagino isso. Faz ficar mais leve. E pra amenizar ainda mais e até dar um pouco de prazer, imagino a pessoa que eu tô suportando como um ator/atriz consagrado. Deixa a coisa mais criativa, eu recomendo.


Então, eu sei de uma vez por todas que dessa vez, o problema não sou eu, e você provavelmente também encare situações assim. Nem sempre é você.



Algumas imagens desse post foram tiradas da genial Depressiva da Depressão.

Besocas.

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