Ciúmes e outras drogas


Ciúmes é um tema que eu entendo legal, não tão orgulhosamente. Já cansei de responder questionários em blogs sobre o tema (quem me conhece já logo indica, veja bem) e escrever um pouco sobre essa loucura que é sentir ciúmes. Eu mesma acho que já falei sobre isso por aqui (provavelmente nos posts da semana dos namorados de 2013), mas hoje vou falar do ciúme na minha vida. Você entrou num blog pessoal, gafanhoto, esperava o que? :)

Fui buscar na astrologia algum fundamento pra essa loucura toda, e encontrei essa descrição:
Ela é extremamente desconfiada, mesmo que não há nada para ter essa desconfiança. Por ser extremamente ciumenta e possessiva, não dê razão para desconfiança e também não se assuste se ela de repente aparecer investigando a sua vida toda. Ela não faz por mal. 
Não preciso dizer que meu signo é Escorpião, mas enfim, é. E toda vez que eu lia revistinhas do João Bidu, com aquelas definições que batiam demais, eu tinha um pouco de medo. Eu não sei pra você, mas pra mim, é muito difícil controlar ciúme. E esse sentimento de posse não se restringe à pessoas: é de livros, CDs, bandas, filmes, séries, e tudo o que de mais babaca que puder existir.

Na época em que o Orkut bombava, eu não namorava, mas assisti muitos namoros de amigos se afundarem por causa de scraps, depoimentos e essas amiguinhas que despertam uma certa desconfiança. Hoje em dia, temos Facebook, Twitter, Instagram, WhatsApp, Pinterest e mais uma infinidade de redes sociais, ou seja, as chances das coisas afundarem estão maiores.

No Facebook é bem comum: teu amor posta alguma coisa, e quando você vai ver, algumazinha curte e/ou comenta na maior intimidade da história. Vem aquela vontade.


E ainda, tem aquelas que parece que fazem por pura provocação. Sabe, não tem competência de arrumar uma pessoa pra si e quer arruinar o que as pessoas capazes conseguem? Daí ela curte tudo, qualquer besteira, mesmo que não tenha nenhuma relação com os gostos dela. Ela quer ser notada.


É bem chato, dá aquela raiva irracional do ~nosso amor~ (irracional sim, porque não é ele quem tá mandando a aleatória curtir nada né?), e você volta aos doze anos e não consegue disfarçar que tá um vulcão de raiva com salpicadas de ódio.


Teu amor, claro, quer te deixar tranquila. E ele explica que aquelazinha é só uma amiga, que não existe perigo nenhum e que você deveria confiar mais nele.


Claro que ter ciúmes de Facebook é a coisa mais imbecil do mundo, na teoria. Só que, na prática, parece fazer todo o sentido. Aquela curtida que provavelmente foi dada num momento de puro tédio, pra você, significa um "nossa eu preciso possuir esse corpo eu preciso roubar essa pessoa pra mim".
E aquele comentário bobo, que muitas vezes é todo feito de uma risada cafona? Você acha que isso é um sinal forte de intimidade, que COMO ASSIM VOCÊ NUNCA ME CONTOU QUE ELA É TÃO SUA AMIGA ASSIM, AMOR???. Mas já parou pra pensar em como as pessoas fingem no Facebook? Que aquela menina botou tanto filtro na foto de perfil que ela até aparenta ser bonitinha? Que ela é carente, quer atenção, quer tentar de qualquer jeito um contato com alguém, quem sabe uma dessas pessoas respondem e ela se sente amada? As pessoas podem ser tristes, podem fingir toda essa interação social atrás de um computador, mas na ~vida real~, não tem coragem de dar um 'oi'.

Ciúme é uma coisa bem babaca, se formos analisar assim. Eu bem tento me enganar e acabo poetizando, falando que ciúmes é o medo de perder e outras coisas, mas é bem besta. Ninguém é obrigado a ficar com ninguém, se fica, é por amor, por similaridades, por se sentir tão bem do seu lado que rejeita qualquer outra realidade. Eu sei que mesmo eu escrevendo todo esse texto aqui, vai ser bem difícil de mudar isso e controlar esse meu monstrinho verde, mas admitir já é um bom começo.


Todas essas imagens são da minha página Tamoben.

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