Lollapalooza não é um paraíso

Quem vem aqui sabe o quanto eu vou à shows. Nunca fui menina de balada, e os shows sempre me atraíram. Se for pra falar de festival, só fui em três até hoje (Planeta Terra e dois Lollapalooza Brasil). Meu primeiro Lollapalooza foi o de 2012, aquele que trouxe o Foo Fighters. Na época que anunciaram que teríamos a versão brasileira, era a mesma época em que todo mundo matava e morria por um sho do Foo Fighters, e foi bem por isso que o Lollapalooza Brasil primeira edição foi tão esperado, comemorado e que teve toda aquela farra.

Na época eu tava tão louca pra ir, que comprei logo pros dois dias de festival, mesmo querendo só ir em um dia, etc e etc. Apesar da Chácara do Jockey (ondem foram os primeiros Lollalpalooza) ser grudada em estação de metrô, eu detestei a organização do festival e a disposição dos palcos. E o show do Foo Fighters foi provavelmente a maior decepção que eu já tive nessa área (reza a lenda que Dave estava com a garganta ferrada, etc etc, mas foi ruim demais). Eu tinha prometido pra mim mesma que só voltava num Lollapalooza (este blog se recusa a falar "LOLLA", obrigada) caso alguém MUITO INCRÍVEL viesse com ele. E esse ano veio Julian Casablancas, cara que eu amo etc etc. Quando falaram que trocaram a Chácara do Jockey pelo Autódromo de Interlagos, eu não sabia bem o que pensar. Dizia Perry Farell, o querido fundador do festival, que o novo local era melhor, pela localização, por tudo. E eu, imbecil, acreditei que seria. Foi é nada. Além de inventarem mais 50 palcos, botaram cada um a 2 km de distância do outro. Se tava ruim pra mim, sem salto, andar naquilo tudo, imagina pras fofas que foram de salto agulha e vestido esvoaçante?????????? Era lindo de se ver os malabarismos das queridas se sentando na grama, com copo na mão, celular na outra e aquele medo de pagar calcinha. Aliás, meu Deus, eu tenho certeza que vamos evoluindo a espécie até conquistarmos a habilidade de andar mexendo na porcaria do celular sem atrapalhar os outros. As vezes que tive vontade de pegar celular da mão de neguinho e tacar longe foram inúmeras. E tipo, CE TÁ NUM SHOW, FIA, LARGA ESSE NEGÓCIO.
Nem vou entrar nesse negócio de preços de comida e bebida, porque é caro e todo mundo sabe. Vamos voltar às pessoas que frequentam. Eu chego a ter vergonha de dizer que fui ao Lollapalooza, porque tenho medo de ser associada ao tipinho de gente que VIVE aquilo. Sério, vestidinho e bota de salto num show NA GRAMA? Daí se machuca e culpa o Brasil que não tá preparado pra Copa.
Eu acho que fui feita pra curtir show mais sujo mesmo, com Hangar superlotado e sem ar-condicionado pra amenizar o inferno de clima.

Lollapalooza deveria voltar pro Jockey, e pra fazer valer o preço do ingresso, tem que trazer atrações que valham a pena. E melhorar a organização, que tá a cada ano pior.

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