Menos moda, mais conteúdo

Gente. Eu tenho blogs desde os meus 11 anos, quando era magnífico ter gifs brilhantes com frases fofas e era uma honra você ser de algum 'condomínio blogueiro'. Aliás, foi exatamente por causa dos blogs que eu resolvi seguir a carreira de Web Designer. Com meus 12, 13 anos, eu acessava muito o Dolls.com.br, e acredito que se você for menina, também acessava e perdia horas do dia por lá. Pra quem não sabe: 'Dolls' era um site onde você podia montar bonequinhas e bonequinhos, bem coisa de criança mesmo. Foi através do Dolls que eu conheci o blog da Lia, o Templates By Marina e muitos outros. O JustLia era ótimo! Tinha muitas dicas de design, dicas de lugares (conheci o Outback e o Fifties graças ao blog), dicas de jogos e redes sociais (foi onde conheci o Twitter, em 2007!). Eu acessava todos os dias, porque achava ótimo um blog de conteúdo pessoal tão interessante. Assim como o Templates By Marina. Quando eu não sabia fazer layouts, era pra ele que eu ia, e acredito que muitos de vocês também. Era um blog que oferecia muitos recursos, desde download de fontes até dicas de CSS.
Lembrei agora que também acessava o Garotas Estúpidas quando ainda era no blogspot e falava de fofocas de celebridades. Mas a Camila, dona do blog, fazia faculdade de moda e vira e mexe postava alguma coisa, logo já se imaginava que era esse o caminho que o blog seguiria.

Hoje, quase dez anos depois, esses blogs mudaram drasticamente. Alguém pensou que seria bem legal fazer um blog SÓ de moda, onde todos os posts sejam de 'look do dia', com roupas que você só compra se tiver uma boa grana ou se ganhar da marca. Daí as outras viram e foram fazer igual. Eu acho isso extremamente chato, nada original e acaba criando só blogs clonados, que falam exatamente das mesmas coisas, com os mesmos jabás e as blogueiras com as mesmas caras.
Nada contra você falar sobre moda, mas fazer um blog inteiramente sobre isso, quando já se tem milhões de blogs assim, é desnecessário. Ainda mais, com gente que só sabe se vestir bem porque a marca manda as coordenadas, manda as roupas certinhas e te pagam (segundo as meninas do Blogueira Shame) em média de R$3.000,00 por post publieditorial. Nada errado em ganhar dinheiro com blog, mas o conteúdo também é fundamental, e é uma pena que muitas blogueiras tenham se esquecido disso e acabaram migrando pra esse caminho de "moda".

Foi um desabafo, cansei mesmo de procurar conteúdo interessante nesses blogs e só ter dica de moda, esmalte e cabelo. Existem outros assuntos, sabe? Explora mais. Sua vida não é só moda, cabelo e esmalte. Se é blog pessoal, deveria ser mais interessante.

* A resenha do iTré! sai hoje, prometo.

Todo mundo curte um poder

Todo mundo curte um poder, seja ele de qual intensidade for. Desde o poder sob coisas babacas ao extremo, até o poder de dominar o mundo. Esse pensamento veio enquanto eu tava andando (é assim que me vêm as melhores idéias da vida). Explico o porque:

Quando eu tava na escola, nas aulas de educação física, eu era a última a ser escolhida pra qualquer time, porque eu era péssima mesmo. Isso nunca me importou muito, eu nem gostava de educação física e realmente achava que não deveria ser o máximo ser aquele que todo mundo queria no time.
Isso tudo mudou quando, numa aula de inglês, a professora dividiu a sala em grupos, e pedia pras pessoas escolherem quem queriam no grupo. Teve até briga pra ver qual grupo me escolhia, porque Inglês era a única matéria da escola que eu era boa de verdade. Sinceramente? Quando vi nego brigando porque me queria no grupo, foi inevitável se sentir...bem. E não consegui conter a expressão de poder.

Eric Northman expressando poder


A questão é: todo mundo adora se sentir poderoso. Em qualquer que seja a situação. Mas poucos tem coragem de assumir isso por medo de reações das pessoas. É um dos prazeres que todo mundo sente calado. Não vem falar que não, você também adora se sentir assim!

Experiências Marcantes - Shows

Mudei o layout do blog pois sou assim, essa metamorfose ambulante. Mentira, é que eu tava bem sem fazer nada, pensei "porque não roxo?" e refiz a coisa toda. E resolvi incrementar mais esse blog, ele merece. Então, criei uma sessão maravilhosa, onde sempre vou contar de absurdos que presenciei durante a minha vida, nas mais diversas situações. Essa é a linda "Experiências Marcantes" (com imagenzinha). E a de hoje é: shows!


Coleciono shows. Vou até em show de banda que eu não gosto muito, porque a experiência é agradável (nem sempre). Vamos à algumas experiências marcantes (os coraçõezinhos são pura ironia, obrigada se você entendeu).

- O coxinha jogador
Show do Red Hot Chili Peppers no Anhembi, céu aberto, noite estrelada e garoa. Todo mundo aglomerado depois que a banda de abertura saiu do palco, esperando a atração principal. Ao meu lado, um simpático gordinho portava um celular, e sim, ele estava jogando. O fofo me paga 500 pila no ingresso pra ficar jogando no celular. Lindo, tá podendo, maravilhoso, ce tá de parabéns.

- O Spielberg
No mesmo show da experiência acima. Lógico que se você vai à um show, você quer gravar tudo na memória, pra nunca mais esquecer e poder contar pros netos com riqueza de detalhes tudo o que rolou nesse dia lindo. Mas tem gente que quer mais, e pega celular ou câmera pra filmar o show inteiro. Um querido pensou nisso!!!!!!!!! Eu sou pequena, ou seja, raramente tenho uma visão boa de palcos, mas se até meu namorado que é alto, reclamou que o celular do smartão tava atrapalhando, é que tava um pouco complicado.

- Voice Musician
Show do Paul McCartney no Engenhão. Esse na verdade quem presenciou foi meu namorado. Durante o show, você canta junto, faz um grande couro com a multidão e fica aquela coisa lindíssima. Tem quem não se contente com isso, e além de cantar, também BALBUCIA OS INSTRUMENTOS, OS SOLINHOS. Um amigão fez isso durante as três horas de show. Irritantíssimo pra quem precisa aguentar por três horas, magina quem aguenta uma vida inteira? Toca qualquer coisa no rádio e tá lá o querido "UAAAAIIOOONNNNNNNN". Puxado.

- Mineirinhos Chapadinhos
Lollapalooza 2012, show do Foo Fighters. Eu tava anos luz de distância de estar perto do palco, mas estava curtindo o show que esperei quase a vida pra ir, uma vibe deliciosa. Na minha frente, alguns integrantes da banda mineira Strike (dona de inúmeros hinos da minha adolescência). Graças à eles, me senti num show do Ziggy Marley, devida tanta fumaça que eles exalavam. Eles não, mas os cigarros de maconha deles. O cheiro agradável me deixou com dor de cabeça, roupa com o cheiro e trauma dessa banda, que não respeitou nem quem pediu pra "darem um tempo nisso ae".

- Galanteador Verde
Show do Green Day no Anhembi. Um pouco antes de o show começar, do meu lado havia um tio, que, sem preconceitos, não cabia ali. E ainda estava lá, espremidinho na grade, com todo mundo. Poderia ser pai de alguém? Provavelmente. Mas ele simplesmente estava no MSN ^.^. Em um determinado momento do show, ele ainda estava lá, com o celular. Três horas depois, indo embora, ele ainda estava no MSN!!!!!!!!!!! Coragem amigo, que coragem perder o show do Green Day pra galantear uma moça no MSN.

- Dançarinas da Terra
Strokes no Planeta Terra Festival. Festival indie, muita camisa xadrez, óculos de nerd e tecnologia. Tropecei em PC Siqueira e ainda vi Vavo Fresno passando na minha frente como um anjo caído do céu que procura por um rumo. Me enraizei num lugar de excelente visão e pouco tumulto. Na minha frente, só a pista de famosos (vi musa Luana Piovani, grávida e de cara lavada). O lugar era lindo, rolava ver o palco, tudo ok. Um pouco atrás de mim, duas indiezinhas dançando bebassas, com bebida numa mão e cigarro na outra. O que essas meninas rodopiavam não era brincadeira. Temi por alguns momentos que elas fossem vomitar enquanto rodopiavam, mas rolou tudo bem. Também fiquei esperando pra ver se elas pediam pra tocar Fluorescent Adolescent, mas fiquei na vontade.

O post ficou grande, mas pra uma estréia tem que ser assim. Um dia posto mais experiências marcantes, tem muito absurdo guardado aqui.

Resoluções

Tá que estamos quase em Fevereiro, mas me deixem postar uma sugestão de resolução pra vocês? Obrigada.

- Nada de pessoas desnecessárias
Todo mundo conhece uma 'pessoa desnecessária', que é aquela amiga da amiga que é chatíssima, negativa e que não tem nada a ver com você. Daí você pensa "então porque ela tá na minha vida?" Pois é, porque? Elimina, não tenha mais. Se você se pergunta 'pra que?' e nenhuma resposta válida vem, é porque não precisa. Também vale pra quem te irrita sem nenhum motivo aparente, ou pra quem faz questão de ser desagradável com você. Sério, pra que perder tempo de vida com alguém desse jeito? Você é responsável por quem entra e quem sai da sua vida, e por quem vaga sem rumo por ela também. Mas também, sempre há a opção de continuar com essas pessoas, daí você vai ter motivos pra reclamar. Sei lá, cada um cada um.

Marizinha cansou de pessoas desnecessárias e excluiu uma a uma de sua vida. Daí criou uma página ótima que quer que vocês curtam, a Tamoben.


Resenha do iDos! - Green Day (Parte 2 de 3)

Já fiz resenha do iUno!, a primeira parte da trilogia do Green Day, e agora, tem resenha do iDos!. Sei que demorei um pouco pra fazer, mas...deu preguiça. Mas aqui estou eu, então vamos analisar mais uma obra prima dessa banda maravilhosa.


See You Tonight é quem nos introduz ao CD. É uma baladinha só voz e violão, lembra muito qualquer música presenta na trilha sonora do filme Juno. É uma letra bem simples, e eu prevejo o shows começando com ela, que é bem leve, e nos carrega até o peso de Fuck Time.
Originalmente 'It's Fuck Time', música da banda paralela dos integrantes, a Boxboro HotTubs, é ótima, e conjunta com a anterior, formam mais uma das duplas que o Green Day tanto gosta de fazer. É uma letra sem regras, uma melodia ótima e inédita pra banda. Eles queriam músicas sexy, e Fuck Time realmente atingiu esse objetivo. Até as guitarras ficam sensuais nessa música, acertaram em cheio.
Stop When The Red Lights Flash poderia ser uma música do Fallout Boy, devido ao título imenso, mas é Green Day. É ótima, com refrão simples e chiclete 'I'll make you surrender' repetido umas cem vezes, e é das boas de se cantar ao vivo (digo no meio da multidão, digo num show, digo GREEN DAY POR FAVOR CONFIRMA LOGO DATAS NO BRASIL). E tem algo que me agrada uivos de Billie. Já citei o quanto gosto dessas viajadas que o BJ dá.
Lazy Bones é uma música que eu queria poder carregar nas minhas veias. É extremamente banhada em The Strokes, lembrando muito Reptilia e Hard To Explain, mas a letra esfrega na nossa cara 'é Green Day sim, cala a boca'. A voz de Billie parece cansada, e eu adorei como soou bem com a música, com a letra. Ela não cansa, é ótima e dá pra escutar no repeat.


She...she's my Wild One. Música bem aprecida com Extraordinary Girl, do American Idiot. É a calminha que não queria ser calminha, tem uma letra que descreve uma garota, hmm, selvagenzinha. Sempre sabemos que, qualquer música que tenha uma 'she', é dedicada única e exclusivamente à Adrienne Nesser, a '80', a esposa do Billie. Fofura, não?! Gosto muito de Wild One, tem uma melodia doce, é amorzinho, bem diferente de Makeout Party! Reza a lenda (lenda = Billie pra Billboard), que a música foi realmente inspirada numa festa onde todo mundo começou a se pegar. A melodia é rápida, mais pesada e diferente do resto do CD. Assim como Fuck Time, é mais uma das 'músicas sexys'. Mesmo com uma letra que fala de pegação, azaração e um clima de volúpia no ar, consegue ser Green Day. É incrível como eles não perdem a identidade, nem em músicas que não são a praia deles. Aaah Green Day...
Stray Heart é a ÚNICA música que virou single, que teve clipe, tudo direitinho. É tão incrível que dá só quando ela acaba, daí você se sente na obrigação de voltar nela, ouvir de novo, e sem enjoar. É meio rockabilly, tem uma letra apaixonadinha de quem tá atrás e tá muito afim de conseguir, mesmo tendo um coração vadio. O clipe é GENIAL, e eu sugiro que você pare de ler esse post agora e vá tacar no YouTube 'Stray Heart' e apaixone-se. Ou clica aqui.

Ashley é gritadinha, é agitadinha, é corrida. Espero que um dia Hollywood saia desse bloqueio criativo e faça um filme com uma personagem Ashley, e essa seja a música tema dela. Acho que merece.
Baby Eyes é assassininha. Baby, ele nasceu pra matar. Me lembra Rusty James, do iUno!.
Lady Cobra foi uma das colaboradoras do álbum. Ela é uma rapper, loirinha, pequenininha, tatuadinha. E ganhou música só dela. Billie a descreve, e também descreve coisinhas que ela faz, que ela causa e etc. Dificilmente vão tocar isso em shows, assim, eu realmente espero que não toquem. É sempre assim, deixam de tocar uma boa pra tocar uma porcaria. Fujam à regra dessa vez, por favor.
Nightlife é um caso sério. É nela que Lady Cobra colabora. A primeira vez que eu ouvi, achei a coisa mais ridícula já feita por um banda em toda a história da música. Tipo É UM RAP. Rap com baixo do Mike Dirnt de fundo, mas tem uma coisa que eu adoro: melodia suja, das ruas. À primeira vista eu odiei a música, não conseguia ouvir inteira. Daí que fui ouvir de novo e, me apeguei. Não passo um dia sem ouvir e sei toda a parte da Lady Cobra, inclusive brinco de duetinho.
Wow! That's Loud começa natalina. Aliás, acho ela inteiramente natalina, fim de ano mesmo. Grandes chances de ir parar nos setlists, e acho bem-vinda. Adoro esse "and it goes" e um solinho. Faz a gente ficar que nem babaca fazendo o som com a boca. E alerto: perto do fim da música, há um momento apenas de instrumentos, ou seja, Billie vai mandar fazer 'ooooh ooooh', vai falar com a platéia, vai apalpar o Tré e vai enrolar. Mas quem liga?
Amy é homenagem, é póstuma, é linda, é pra Winehouse. É guitarra/voz, onde Billie fala que queria muito ser amiguinho dela. Se eu fosse uma Winehouse, abraçaria o Billie por isso. Assim que você ouvir, vai ser impossível assistir The Big Bang Theory sem lembrar da música. Toda vez que alguém chamar a Amy, mentalmente você vai falar "DON'T YOU GOOOOO". Mas vale a pena, a música é um amor.



Ainda falta a resenha do iTré!, que farei essa semana. 

Acorda, menina!

A verdade pode ser cruel, mas é o que te faz seguir em frente.

Oi, menininha de 15 anos. Esse meu post é, principalmente, pra você. Eu já tive a sua idade, já passei pelos seus conflitos e já encarei decepções que a minha idade não deveria ter de encarar. Já sofri com pessoas que prometeram nunca me fazer ficar triste, já quis matar alguém por ser tão idiota com uma amiga tão querida e já pensei que só eu passei por isso tudo. Mas não é assim. Todos nós passamos por inúmeras situações, muitas delas nem um pouco prazerosas, e sempre acabamos nos iludindo de alguma forma, talvez pra amenizar o sofrimento, com algumas coisas. Parte desses culpados são os livros, os filmes, as músicas e as revistas teen. Vou exemplificar expondo uma situação, então vou apontar o que a revista/livros/cultura pop te indicaria, e logo abaixo terá o meu conselho, ponto de vista, como você quiser chamar.

Situação: Você gosta de um menino. Você é linda, simpática, agradável, já fez de tudo pra ele notar seus sentimentos, notar sua existência, e nada dá certo. Ele simplesmente finge que você não existe, e ainda tasca beijos em mocinhas bem na sua frente. Você, no alto de seus 15 anos, acha isso a maior tragédia, e fica deprimida.

O que a revista sugere: Não desista! Persiga o gato até conseguir o que quer! Ele provavelmente faz isso pra chamar sua atenção, mas gosta sim de você. Depois, fique com o amigo dele na frente dele, só pra ele sentir como é bom ser trocada. Arrase no look, apostando em decotes, saias bandage e um belo salto. Você consegue!

O que eu sugiro: Amada, esquece isso. Você já fez o que poderia ser feito, mostrou como é linda inteligente, legal, mas ainda sim o cara beija garotas na sua frente? SEGUE A VIDA. Ele não gosta de você, pois se gostasse, não faria sacanagens. Tenha amor próprio, se respeite acima de tudo, seja você e, principalmente, não seja babaca igual a ele. Nunca.

Vale lembrar que: se conselho fosse bom, seria vendido. O que eu escrevi acima é só pra ninguém seguir revista, filme, livro, música da Taylor Swift como se fosse cartilha. Revistas são feitas para gerarem dinheiro, filmes são remakes baratos, livros são ficção e a Taylor Swift tá mais rodada do que saia de baiana em desfile no Anhembi.


Mariane, euzinha, já me decepcionei com muita gente, mas aprendi com isso tudo. Recomendo ouvir o Tragic Kingdom, CD do No Doubt pra ouvir quando se está decepcionado, e depois ouve Fighter - Christina Aguilera pra comemorar que tá tudo bem.

Harper Conelly Mysteries

Adoro livros, aliás, quando me interessam, leio em um dia (ou seja, como com farofa). Não gosto muito de romances, aliás o único que li desse gênero foi "Um Dia", que adorei, porque a história me chamou a atenção. Normalmente, prefiro biografias (li de todas as divas pop e até a uma parte da do Anthony Kieds) e livros de suspense. Enfim, hoje vou indicar uma série ótima pra você.
Já viu ou ouviu falar da série True Blood? Então, também como com farofa. Acho inteligente, a história prende etc etc. A série é toda baseada na série de livros "Sookie Stackhouse Novels", da escritora americana Charlaine Harris. Os livros que serviram de base para a série são bem mais completos, tem uma riqueza de detalhes impressionante e realmente são gostosos de ler. Mas a autora também tem outra personagen tão interessante quanto Sookie Stackhouse: Haper Conelly.



Harper Conelly é uma mulher que, após ser atingida por um raio aos 15 anos, adquiriu o poder de se conectar com cadáveres. Quando ela os toca, ou apenas fica perto deles, descobre nome e causa da morte, vendo até como cada um morreu. Ela e seu meio-irmão, Tolliver Lang, rodam os Estados Unidos prestando esse tipo de serviço para famílias desesperadas por respostas. Eles são sarcásticos, irônicos (nada meio House) e extremamente unidos.

A série Harper Conelly Mysteries tem, atualmente, três livros lançados no Brasil (em português): Visão do Além, Surpresa do Além e Um Frio do Além.

Cada um tem uma história diferente, mistérios a serem resolvidos e conflitos pessoais da protagonista. O que eu adoro nessas histórias é que elas não cansam. Por repetir a mesma fórmula, poderia facilmente cair na mesmice, mas não cai. O modo como a trama é conduzida, em primeira pessoa, mostra ainda comentários pessoais e devaneios da Harper, lembranças de seu lar destruído (ela vem de uma família extremamente problemática, mas chega se não posso soltar spoilers) e sua busca pela sua irmã, Grace, que está desaparecida há anos.
Quem já leu os livros da série da Sookie vai gostar bastante, e vai preferir Harper. Aliás, reza a lenda que a HBO está produzindo uma série baseada nos livros da Harper, e a direção é do Ridley Scott. Torço muito pra que não seja apenas um boato, já que eu considero Harper muito mais interessante do que a Sookie.

Eu comprei todos na Saraiva, são bem fáceis de encontrar, até mesmo as versões originais, em inglês (que são inclusive mais baratas).

Se forem comprar lá, falem que viram essa resenha aqui no Bloody traço Marii ponto blogspot ponto com. Não que vocês ganhem algum desconto por isso, mas daí divulga o blog.

Resenha do iUno! - Green Day (Parte 1 de 3)

Vamos resumir: se eu pudesse mandar nisso, meu coração bateria no ritmo de qualquer música do Green Day. Sou muito fã, mas não sou idiota, ou seja, não é qualquer coisa que eles fizerem que pode me agradar. Não sou daquelas que falam "tá ruim né, mas se é Green Day eu gosto" porque, bem, eu não gosto. É tipo coisa de filho, você sabe que ele pode fazer o melhor, então você cobra, espera nada mais do que o melhor. Em Setembro de 2012, eles lançaram iUno!, primeiro CD de uma trilogia, e eu tava com um medinho do CD ser ridículo (graças aos dois singles lançados antes do CD, mas isso explico melhor já já).


Bem, não foi. Graças a Deus, não foi. O começo, com Nuclear Family, faz a esperança voltar, os pássaros voltam a cantar felizes e a vida tem seu sentido de volta. É rápida e dá o tom do CD, mostrando que mesmo diferenciando de todos os trabalhos antes feito, o Green Day é bom.
Stay The Night é daquelas músicas que dá vontade de pegar no colo e prometer ficar junto pra sempre. O começo me lembra 'You Shook Me All Night Long' do AC/DC, mas pode ter sido um devaneio meu. A letra é a mistura que poucos compositores conseguem obter sucesso: palavrão com declarações de amor e frases bonitinhas. Billie Joe consegue sucesso, e apresenta uma música leve, diferente da primeira faixa, e ainda sim de alta qualidade.
Já em Carpe Diem (frase presente em tatuagens em vadias próximas à você), a mensagem é "we are too young to die", e eu devo dizer que a letra me lembrou um pouco "I'll Be There For You", a de Friends (posso estar em devaneio novamente), com essa coisa de narrar situações e mostrar alguma solução. O refrão deve ser ótimo pra ser gritado em multidão, e em algum show deve ser uma maravilha (eu uso gírias caducas mesmo).


Let Yourself Go é uma das minhas favoritas! É rápida, agressiva e livre. É uma frase que pondero tatuar um dia, e é uma música que eu escuto quase sempre. Tem um vídeo da banda tocando ao vivo em um show secreto que fizeram, e é uma coisa linda. Me lembra bastante um Green Day na época mais Nimrod¹, aliás, o CD inteiro me remete à Nimrod, o que não pode ser algo ruim.
Kill The DJ é a música boa pra banda errada. Caberia em qualquer banda indie que quer dominar pista de dança, mas não no Green Day. Eles tentaram imitar sem dó o The Clash, mas saiu bem...estranho. É extremamente dançante, e tem um clipe podre. Foi um dos singles lançados antes do álbum, e foi uma das razões pra eu temer o CD.
Fell For You é a café-com-leite-bonitinha, a letra remete à receita de Stay The Night: palavras feinhas combinadas com frases bonitinhas e BAAM, música fofa.
Loss Of Control me ganhou por ser 'mal educada', que xinga sem parar e é berradinha. Devo dizer que ADORO gritos de Billie Joe nas músicas, curto quando ele quer esfregar na nossa cara que, mesmo com 40 anos, é rebelde sim, grita sim e ofende sim.
Troublemaker não deveria ter um vídeo tão bom. É uma letra pobre, digna de um rapper em início de carreira, que se sente na obrigação de falar de mulher. Em questão de melodia, é ótima, mas meu Deus, que letra ridícula. *ouça enquanto assiste esse vídeo, tire o áudio do vídeo e escute apenas Troublemaker. Acho que combina*
Angel Blue é uma boa música, mas que acaba ficando apagada, o que é uma pena. Outra com misturas "you're a princess, i'm a fucking clown". Nada mais a dissertar sobre. (nunca sei o que dizer quando não tenho o que dizer.)

Sweet 16 é fofa porque foi feita pra Adrienne, esposa do BJ. Acho lindo quando alguém faz música pra quem ama, mesmo depois de tanto tempo juntos, ainda mais uma música tão bonitinha quanto essa. É calminha, fofinha, um amor.
Rusty James é outra música que merecia destaque! Tem uma melodia inteligente, a letra é boa e é a cara da banda. Merecia clipe, maior divulgação e tudo o que tem direito.
Oh Love me fez perder a fé no Green Day durante um tempo. Todo mundo esperou a vida pelo lançamento do single que levaria os fãs de volta para a era Dookie e o que saiu foi Oh Love, uma letra preguiçosa e uma música 'nas coxa'. A melodia, eu acho bem chupada de algum b-side ou do American Idiot ou do 21st Century Breakdown. Me decepcionei porque esperei muito por algo inovador, genial, mas ao mesmo tempo, Green Day, e essa música tá bem longe disso. Eu fiz de tudo pra me acostumar com ela, até botei de toque de celular, mas sei lá, até hoje ela não me agrada muito.



¹ - Nimrod é o quinto CD de estúdio do Green Day. É dele que vem a famosa Time Of Your Life.

Fiz a resenha nada imparcial, posso estar influenciando quem for ouvir pela primeira vez, mas é o que sempre achei do CD. É ótimo, escuto com frequência e indico sem dúvidas.

Preguiça

Eu tenho milhões de planos, milhões de vontades, mas tem uma coisinha que me impede de que tudo isso vire realidade: preguiça.

Eu devo ser a pessoa mais preguiçosa do Brasil, penso no que fazer, daí penso em começar a fazer, começo a fazer e...me dá preguiça. Tipo esse blog. Pensei em reformular layout e tudo mais dele umas trezentas vezes, e eu fiz? Não. Eu tenho preguiça, sempre tive preguiça de tudo. E daí que ok, começo de ano, vamos brindar. Não fiz 'metas' pra 2013, porque sempre que eu não faço, o ano sai maravilhoso. Não fiz metas pra 2011 e foi um ano mágico. Fiz pra 2012 e foi o pior ano da minha vida. Mas resolvi que, ia tentar não ter mais tanta preguiça. Ontem tive o primeiro teste. Eu queria há tempos uma camiseta com caveira cortada nas costas. Um adendo: curto caveiras desde muito cedo, não sou produto dessa moda maldita que agora qualquer songa monga se acha no direito de usar qualquer coisa de caveira. Antes era impossível achar QUALQUER COISA, e quando achava, era pra comemorar. Agora, essa moda maldita me irrita. Mas enfim. Queria a camiseta com a caveira cortada, vi uma foto na internet da Sabrina Sato usando e pensei "se Sabrina Sato, almost a panicat usa, porque eu não posso usar?" e, MEUS AMIGOS, peguei uma camiseta velha e larga do Good Charlotte e cortei a caveira. Fiz de olho, sem marcações e saiu linda. Adorei, tô usando, quero fazer isso em todas as minhas roupas. Teste número um contra a preguiça concluído com êxito.

Querem ver como ficou? Um dia eu posto no meu Instagram, segue ae se quiser @mariisco

Britinices






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